INTERVALOS

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Hoje, cheguei ao ano um para não pensar mais nas estações, não pensar em formas de tempo, mas pensar nos INTERVALOS, pois foram neles que vivi, chorei, sorri,me perdi, me encontrei e aprendi.
A transição é uma forma inquieta, intempestiva e sábia de dosar o tom, de saber que não pode intervir no que já passou mas pode mudar naquilo que vai acontecer.
A intensidade me acompanhou e o mergulho também, embora eu continue não sabendo nadar…para o AMOR, a medrosa foi destemida, a amarga foi doce e o que era embrionário tornou-se incomensurável.
Como DEUS é AMOR, não consigo mensurar meu encontro e seus sinais por meio do perdão, da gratidão e das inúmeras bênçãos alcançadas.
Não sei quanto tempo falta, mas falta menos do que já caminhei. Estou certa que não possuo o controle de tudo e que Deus está no comando dessa jornada. Eu também sinto minha mãe ao meu lado o tempo todo e porque creio, sinto o manto de Nossa Senhora me protegendo em todos os momentos.
Foram os recreios que aproveitei cada conversa, fortaleci amizades e brindei a vida… sou uma FÃ nata, torço pelo lutador de UFC (detestando esse esporte, se é que pode-se chamar de esporte), pro artista que vingou e perseverou ( porque nossa cultura é masoquista e invejosa), o atleta que conquistou a medalha sem entender seu percurso mas enxergando a superação.
Volto no tempo para relembrar minha adolescência do balcão, do sonho, das passarelas para sobreviver ao pensamento provinciano, mesmo não tendo vez por ser filha de nordestino com uma bordadeira (não tinha casta) era sabedora do recheio e da casca.
A sobrevivência interiorana me trouxe um senso de respeito, o que não me silenciou e me fez descobrir nas pessoas aquilo que admiro e que também realmente não desejo.
Sem perceber me fiz uma defensora da igualdade, não consigo conceber injustiça, covardia, discriminação, desrespeito e ficar confortável com minhas ideias. A indignação trouxe fortes movimentos e consequências também.
O intervalo aconteceu entre a juta, o chitão, a leitura, o estudo, as amizades, as mazelas, tantos e tantos erros e foi transformado em meio século de histórias ( muitas), algumas inspiradoras.
A razão nunca esteve evidente em meus argumentos, porque a emoção sempre falou mais alto!
Com outros propósitos, continuo continuando, falo falando, escrevo escrevendo, leio lendo…numa intensificação carregada de mais experiência que teoria! Vou subindo o morro para envelhecer sem muitas formas nem fórmulas, apenas pelos INTERVALOS.

#najanelacomvirginiaborges

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