Câmara Municipal de Rio Bonito, mesmo renovada, continua doente e em estágio terminal

0
30

Contrariando a expectativa gerada na sociedade riobonitense diante da renovação em 50% dos vereadores, a atual composição da Câmara Municipal de Rio Bonito iniciou os trabalhos, mantendo o vereador Reginaldo Ferreira Dutra, popularmente conhecido como Reis, na presidência da Casa Legislativa, mesmo diante do escândalo no concurso público municipal, cumulado com os mandos e desmandos ao longo do governo Solange Pereira de Almeida. Infelizmente, os novos vereadores já entraram na política, mantendo a tradição da antiga escola, quando deveriam trazer a mudança na postura, vislumbrando o cumprimento da ética e respeitando o clamor da opinião pública, que foram ignorados no primeiro final de semana, após o resultado das Eleições Municipais 2016.

O que os riobonitenses podem esperar da Câmara Municipal à altura do campeonato, depois da manutenção do presidente por seis anos consecutivos? – Nada além da falta de imaginação, da ausência da criatividade e do compromisso com os acordos pessoais, que ficaram acima dos votos confiados pelo eleitor, que clama por um sistema mais justo e igualitário, que vai muito além do apadrinhamento político ou do emprego, cujas obrigações só ocorrerão nos dias de semana, deixando os feriados e os finais de semana livres para lazer. Isso, quando o apadrinhado comparece à labuta.

O riobonitense precisa de saúde pública, educação e, acima de tudo, trabalho, para sustentar sua família e gerar novos tributos e receitas ao erário público.

O riobonitense precisa que as pessoas consumam na cidade para que os negócios prosperem, levantando, consigo, a arrecadação municipal e os investimentos sociais e econômicos.

O riobonitense precisa de segurança pública para garantir a tranquilidade nos lares e nas ruas da nossa cidade, porque o crime gera o medo e propaga o terror.

No primeiro mês de 2017, eu observei a mudança dos nomes e a continuação do mais do mesmo. Simplesmente, os vereadores estão invisíveis e insensíveis diante dos problemas sociais, lutando por suas bandeiras pessoais ou pelas bandeiras dos seus patrocinadores. Quando se manifestam, fazem joguetes com as palavras, objetivando agarrar as janelas, que, talvez, seriam seus 15 minutos de fama. Mas, mesmo assim, tudo termina na tentativa, porque os políticos não sabem e não querem se comunicar com o povo, porque isso exige e dá muito trabalho.

Há um abismo ideológico e egoísta, que é visível, perceptível e latente diante da sociedade riobonitense, que parece não reconhecer os vereadores recém-eleitos, cujas palavras são negadas pelas atitudes, que me lembram o teatro de marionetes, com as silhuetas movimentando as cordas dos personagens, dando-lhes voz e vida. Simplesmente, eles falam, atacam, se magoam e se ofendem com a verdade. Mas, se isolarmos o cenário do plenário, concluiremos que nada falam, pouco se importam com a sociedade e não estão nem aí para o futuro de Rio Bonito, porque a política é um jogo de carta marcadas, que se resume à posição na mesa diretora e ao salário, com o dia certo para depósito.

Por fim, o sangue novo, que deveria levar à cura ao Poder Legislativo Municipal, acabou se contaminando, acelerando o desenvolvimento da doença dentro da democracia. No final, fica aquela sensação de que é melhor seguir a correnteza, mesmo com os erros e vícios, do que navegar contra, fazendo o certo e servindo de exemplo para esta geração e as futuras.

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui