Valor do transporte coletivo está criando áreas de exclusão no mercado de trabalho

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Na maioria das vezes, as pessoas não se ligam aos custos que o empregador possui com o empregado ao longo do mês, que começam na média dos 33% do salário bruto, aumentando gradativamente a cada ano, por conta da multa do FGTS no caso da demissão sem justa causa. Todavia, o custeio do transporte tem se tornado o maior inimigo do candidato à vaga de emprego, mesmo com a contrapartida do empregado com seus 6%.

Não basta ter cursado nas instituições de ensino renomadas, ter obtido o coeficiente de rendimento acima de 90, falar fluentemente uma ou duas línguas estrangeiras, possuir várias habilidades e certificados inseridos no currículo, porque o mercado está exigente, quer o lucro máximo, enquanto que a localização geográfica do candidato à vaga de emprego tem feito muita diferença no momento da seleção, uma vez que, quanto mais distante for sua residência, maiores serão os custos na manutenção do empregado.

A localização geográfica e a mobilidade estão influenciando nos processos de seleção e recrutamento, levando em consideração o valor da passagem, o número de baldeações e o tempo médio de deslocamento. Assim, as variáveis intervenientes, tais como o trânsito, o preço do combustível e a segurança pública, estão interferindo nas organizações e nos projetos no momento da escolha do candidato, enquanto ele não faz a menor ideia disso.

No caso de Rio Bonito, por exemplo, tem sido mais vantajoso às empresas contratarem a mão-de-obra no primeiro distrito (centro e adjacências) e Tanguá, que é o município vizinho, do que estender a seleção e o recrutamento no interior e no segundo distrito de Boa Esperança, porque a passagem do ônibus está muito cara em comparação as linhas principais da cidade, enquanto que a demanda do transporte coletivo possui o horário limitado. Dessa forma, torna-se imperativo ao Governo Municipal interferir nas políticas públicas do transporte coletivo, objetivando quebrar as áreas de exclusão, tornando a região competitiva para as empresas locais. Por outro lado, seria muito interessante a instalação do segundo polo industrial em Boa Esperança, objetivando o desenvolvimento da região.

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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